James WatsonEis o que disse o descobridor da dupla-hélice do DNA, James Watson, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, possivelmente o mais polêmico cientista da atualidade.

Se é verdade ou não, é muito difícil dizer. Pode-se estudar décadas e décadas e ainda assim não chegar a uma resposta conclusiva. Mas não se pode negar que é uma opinião que deva ser considerada, dado o currículo do autor.

Não há uma razão firme para imaginar que as capacidades intelectuais de pessoas separadas geograficamente em sua evolução devem ter evoluído de forma idêntica. Nosso desejo de dar capacidades racionais iguais como uma forma de herança universal da humanidade não é o suficiente para fazer com que seja verdade.

DNAEle ainda sugere que muitos dos problemas da África não sejam resolvidos porque supomos que os que lá habitam têm a mesma capacidade intelectual que os brancos. Ele se disse “inerentemente deprimido com as perspectivas para a África”, porque “todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles é a mesma que a nossa – enquanto todos os testes dizem que não é assim” (G1).

Atualização (21-10-2007): após uma enxurrada de críticas da imprensa, políticos e principalmente da comunidade científica, James Watson não teve outra escolha que não fosse se retratar. Segundo ele, suas declarações foram mal interpretadas e não eram racistas; ele defende, ainda, que a ciência deve perseguir a verdade ainda que ela seja inconveniente e desconfortável, como muitas vezes o é no caso da genética. A sua retratação foi publicada no jornal britânico The Independent e pode ser conferida na Folha Online (traduzida).

Atualização (6-11-2007): só me faltava essa, dizer que negro é menos inteligente não pode, mais dizer que o  judeu tem uma inteligência superior é permitido. Não é incoerente aceitar uma discussão mas negar a possibilidade de se falar sobre a outra?

Vide artigo de Gilberto Dimenstein na Folha Online, O judeu é mais inteligente?.